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Prefeitura realiza planejamento 2009 - 2012 - 17 de abril de 2009
A equipe da prefeitura municipal de Capixaba realizou
reuniões de planejamento para os próximos quatro anos. As secretarias procuram
maior integração e coordenação das ações. Capixaba participa no programa
“Territórios da Cidadania” que beneficia a população urbana e rural, em
conformidade com as necessidades específicas. O objetivo do programa e
dinamizar a economia local e a inclusão social.
A secretaria de produção rural e meio ambiente planeja
atividades relacionadas com reflorestamento na zona rural, priorizando espécies
frutíferas em curto prazo, e educação ambiental para contribuir para gestão d
resíduos sólidos, particularmente limpeza, na zona urbana.
MPF/AC firma acordo com Usina Álcool Verde – 15 de abril de
2009
Documento visa proteger ecossistemas e populações impactados
pelo empreendimento
Após quase seis meses de intensas tratativas, a Usina Álcool
Verde firmou acordo com o Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC), visando
à proteção dos ecossistemas atingidos pela implantação e funcionamento da usina
no município de Capixaba, a cerca de 70 quilômetros de
Rio Branco, capital do Acre. No termo firmado, constam 16 obrigações da
empresa, que tratam desde a proteção ao meio ambiente até a compensação social
que beneficiará famílias que vivam na região impactada pelo empreendimento.
Representaram a usina na assinatura do termo Elânio Pereira da Silva e Jackline
Gomes de Oliveira.
A Álcool Verde está em fase de instalação no estado desde o
ano de 2005, quando o governo do Acre revitalizou o que restava de um antigo
empreendimento governamental, a Alcoobrás, sendo depois a estrutura arrendada à
iniciativa privada. O que impediu o funcionamento da indústria até o momento
foram embargos causados pelas exigências legais ambientais.
Segundo o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro
Lopes, que representou o MPF/AC, com a assinatura do acordo, a empresa assume
formalmente compromissos de preservar não só o meio ambiente, que é parte
fundamental do documento, mas também de assumir posturas socialmente
recomendáveis que irão favorecer as comunidades vizinhas ao empreendimento e a
economia do estado como um todo. Para exemplificar, citou o item que trata da
compensação social, segundo o qual a empresa prestará apoio às famílias que
vivam na zona rural e dependem economicamente dos igarapés e rios utilizados
pelo empreendimento, devendo tal apoio consistir em oferecimento de empregos
e/ou outras medidas de compensação socioeconômica às pessoas prejudicadas
diretamente em sua atividade econômica na área de influência da empresa.
Compromissos firmados:
FOGO: Segundo o texto do documento, o uso de fogo não será
admitido em qualquer etapa da lavoura da cana-de-açúcar e esta não poderá ser
adquirida de qualquer produtor que faça uso da queima da cana como procedimento
prévio da colheita; além disso, deverão ser usadas para o plantio áreas
anteriormente ocupadas por pastos, não podendo a mata nativa ser derrubada para
a ampliação das áreas de plantio. Mesmo as áreas arrendadas de outros
proprietários para o plantio de cada deverão estar com o licenciamento
ambiental regularizado.
ÁGUAS: Visando proteger os recursos hídricos impactados pelo
empreendimento, que poderá fazer uso de até 1,25 milhão de litros de água no
auge da produção, a usina deverá realizar monitoramento trimestral do volume e
da qualidade da água nos afluentes utilizados, além de realizar estudo de
lençóis freáticos na área da empresa e priorizar o uso de poços artesianos que
diminuam a demanda de água proveniente de rios e igarapés. Caso haja redução no
volume dos rios e igarapés utilizados pela indústria, a captação de água deverá
ser cessada imediatamente, eliminando, assim, a possibilidade de prejuízo às
populações que se valem das mesmas fontes de água para sua sobrevivência. A empresa
deverá também realizar aperfeiçoamento do mecanismo industrial de processamento
de cana, a fim de reduzir a utilização de água na obtenção do álcool anidro e
hidratado em 10%.
TERRAS: Com relação às terras usadas, a empresa será
responsável por todas as supressões de áreas de preservação permanente e de
reserva legal, que porventura venham a ser por ela realizadas, nas áreas
arrendadas para o plantio. As áreas de preservação que já se encontrem
modificadas em razão da ocupação humana deverão ser alvo de programa de
replantio ou de isolamento. A monocultura deve ser desestimulada pela empresa,
que deverá favorecer o plantio de outras culturas em sistema de rodízio,
possibilitando, com o plantio de gêneros alimentícios, parcerias com os
pequenos produtores da região. Para evitar prejuízos insanáveis à qualidade do
solo e das águas da região, a usina deverá, após cinco anos de funcionamento,
realizar estudos sobre os impactos gerados pelos produtos agrotóxicos
(fertilizantes, herbicidas, pesticidas etc.) utilizados efetivamente para a
cultura da cana-de-açúcar. A empresa se responsabilizará por todos os danos
ambientais comprovadamente gerados pelo empreendimento.
UTILIZAÇÃO DOS SUBPRODUTOS: A usinagem da cana-de-açúcar
produz dois subprodutos importantes: a bagaça, que é utilizada como biomassa na
geração de energia, e a vinhaça, que é a parte líquida que resta do
processamento da matéria prima. Para cada litro de álcool produzido são
dispensados dez litros de vinhaça, que é utilizada como fertilizante. O uso da
vinhaça também deverá ser monitorado anualmente, prevenindo o enfraquecimento
do solo, decorrente da lixiviação.
SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS: Pelo termo assinado, a Álcool Verde
compromete-se a proteger os sítios arqueológicos localizados nas áreas arrendadas,
de acordo com as recomendações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan), bem como a orientar os proprietários dessas áreas sobre a
importância de proceder ao tombamento dos geoglifos junto aos órgãos
competentes.
COMERCIALIZAÇÃO DO ÁLCOOL: A venda do álcool anidro e
hidratado combustível se destinará prioritariamente para mercado consumidor
acreano, comprometendo-se o empreendedor a praticar preços de mercado
compatíveis com as médias identificadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada
(Cepea) da Universidade de São Paulo, respeitando as condições de logística e
custos de produção no estado do Acre.
Assessoria de Comunicação, Procuradoria da República no Acre, Tel: (68) 3214-1137, email:
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